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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Programa Gripen vai impulsionar a indústria aeroespacial

Parceria

A estimativa é alavancar as oportunidades de negócios e intensificar a cooperação técnica entre os países

Publicado19/10/2015 17h15
Blog do PlanaltoO programa gera um círculo virtuoso de desenvolvimento da indústria nacional, que se capacita para atender as Forças Armadas e o mercado, avalia o coronel Ramiro Kirsch
O programa gera um círculo virtuoso de desenvolvimento da indústria nacional, que se capacita para atender as Forças Armadas e o mercado, avalia o coronel Ramiro Kirsch
A indústria aeroespacial brasileira já é considerada uma das mais importantes do mundo. A partir da parceria entre Brasil e Suécia para a gestão conjunta do Projeto FX-2 da Força Aérea Brasileira (FAB) – que vai produzir caças de última geração para modernizar a frota nacional.
Durante a visita oficial à Suécia, a presidenta Dilma Rousseff vai visitar as instalações da Saab na cidade de Linköping, onde já se encontram profissionais brasileiros para dar início à etapa de treinamento e qualificação no Programa Gripen e que depois retornarão ao Brasil para implantar as fases de desenvolvimento e produção dos caças em território nacional.
O desenvolvimento do Gripen brasileiro gera um círculo virtuoso de desenvolvimento, capacitando a indústria nacional para as Forças Armadas e também o mercado, avalia o coronel Ramiro Kirsch. 
A Embraer será responsável por diversas etapas do processo, como desenvolvimento de sistemas, integração, testes de voo, montagem final e entregas de aeronaves. A Embraer também participará da coordenação de todas as atividades de desenvolvimento e produção no Brasil. Do lado sueco, a Saab ficará responsável pelo treinamento de profissionais brasileiros e deve implantar unidades de desenvolvimento de equipamentos, sistemas e pesquisa no Brasil. Uma das cláusulas do contrato para a construção dos caças é a transferência da tecnologia de desenvolvimento e montagem para o Brasil.
Para o coronel Ramiro Kirsch, adido de Defesa e das Forças Armadas junto à Embaixada do Brasil na Suécia, o projeto será decisivo para o fortalecimento e expansão da indústria aeroespacial brasileira.
“Projetos como Gripen, como o do submarino nuclear da Marinha, como o do Guarani, no Exército, são projetos indutores de desenvolvimento tecnológico. Eles geram uma espiral ascendente, na verdade um círculo virtuoso de desenvolvimento industrial. Toda vez que eles demandam uma maior necessidade de produto de alto valor agregado, de alto valor tecnológico e a indústria nacional responde, isso vai capacitando a indústria nacional a fazer parte desses grandes projetos, tanto no Brasil, para as Forças Armadas e também para o mercado, bem como se preparando para as exportações ou, até mesmo, tendo contratos com a Saab”, afirma.
Além da Embraer, outras empresas brasileiras estão envolvidas nas diversas etapas do Programa, como Akaer, Inbra Aerospace, Atech, Ael Sistemas e Mectron. “Para o Brasil, vamos ter capacidade de melhorar a nossa atividade industrial, agregar produtos de maior valor agregado, ter um maior número de produtos nesse sentido. E, principalmente, desenvolver tecnologias de ponta aplicadas à Aeronáutica, o que, com certeza, vai permitir uma busca maior de mercados, por parte da Embraer e das demais empresas envolvidas”, garante.
O coordenador do Programa Gripen Brasil na Saab, Mikael Franzén, destaca que a produção dos novos caças brasileiros impulsiona áreas estratégicas, como a atividade industrial e a qualificação de mão de obra, por exemplo. “Ao mesmo tempo que você terá as aeronaves mais avançadas, você também terá a tecnologia delas. E serão muitos novos empregos a serem criados no Brasil em diferentes regiões do país. Esses empregos serão altamente especializados, uma vez que é necessária toda uma engenharia de desenvolvimento e uma produção muito avançada”, analisa.
Segundo o executivo sueco, a troca de experiências tende a ser muito proveitosa para ambos os lados. “Atualmente nós temos uma boa colaboração com as empresas brasileiras, que têm sido efetivamente parceiras no Programa Gripen. Esperamos continuar com essa parceria tanto nos programas existentes quanto nos programas futuros”, garante.
Fonte:

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ministro afirma que compra de aviões suecos “vai muito além da política de defesa”

Em Estocolmo, Aldo Rebelo destacou que acordo beneficia também empresas brasileiras

Wellington Calasans, especial para o R7, em Estocolmo
Ministro chegou neste sábado, junto com a presidente Dilma Rousseff, à capital da SuéciaWellington Calasans/R7
A presidente Dilma Rousseff chegou no fim da tarde deste sábado (17) na capital sueca. A visita ao país nórdico visa dinamizar as relações entre Brasil e Suécia. Para isso, será adotado o Novo Plano de Ação da Parceria Estratégica.
O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, é um dos integrantes da comitiva. Recém-transferido da pasta da Ciência e Tecnologia, Rebelo destacou o amplo leque de possibilidades que foi aberto a partir da decisão do Brasil de comprar os caças Gripen NG, da sueca SAAB.
— O projeto vai muito mais além de política de defesa. O projeto envolve ciência, pesquisa, transferência de tecnologia, política industrial, formação de mão-de-obra especializada, indústria de alta tecnologia, envolve o interesse de empresas brasileiras, além de empresas suecas. Portanto, é um projeto de longo prazo para a construção desses caças que serão construídos, na maior parte, no Brasil, com a participação de empresas brasileiras. Os contratos foram assinados, agora se trata apenas de dar início aos trabalhos.
O ministro revelou também que “a visita será para prover os acordos de integração das equipes”.
— Há um grupo grande de engenheiros brasileiros, de trabalhadores da área civil, há também a equipe da Força Aérea.
Para Rebelo, “tudo isso vai envolver, naturalmente, uma cooperação técnica muito importante para esse trabalho de integração e para que as equipes e as empresas comecem efetivamente o trabalho de construção dos aviões”
— [O projeto] é também uma grande promessa de desenvolvimento na indústria de alta tecnologia para o Brasil.
Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministo sueco, Stefan Löfven, também tratarão de cooperação em energias renováveis, meio ambiente e cultura.
Neste domingo (18), Dilma tem um encontro de boas-vindas com o Rei Carlos XVI Gustavo e a Rainha Silvia, no Palácio Real de Estocolmo. Depois, o encontro da presidente será com empresários brasileiros. A visita à Suécia será concluída na segunda-feira, depois da visita à fábrica dos aviões Gripen NG, na cidade de Linköping. Depois da Suécia, Dilma viaja para a Finlândia.
Fonte: R7