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sábado, 24 de outubro de 2015

Como os Refugiados tem sido Tratado pela grande Imprensa

Como as notícias têm sido divulgadas pela internet? Os fatos históricos envolvidos tem sido mencionados? O Ver TV recebe especialistas no estúdio para discutir estas e outras questões relacionadas à crise dos refugiados.

Entre os convidados estão a professora Samira Osman, que leciona história da Ásia na Universidade Federal de São Paulo e é autora do livro Imigração Árabe no Brasil: história de vida de libaneses, muçulmanos e cristãos; o historiador e jornalista Rodrigo Vianna, da rede Record, para quem “noticiário de televisão não traz o contexto”; e a professora de relações internacionais da PUC de São Paulo e do Centro Universitário FecapCláudia Marconi.
O programa ainda traz entrevistas gravadas com a professora Gisele Chagas, do departamento de antropologia da Universidade Federal Fluminense, sobre as o impacto que imagens do conflito podem provocar no público; com Zilda Iokoi, do departamento de história da Universidade de São Paulo e coordenadora do Diversitas, Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da USP; e o jornalista Alberto Dines, apresentador do programa Observatório da Imprensa, exibido pela TV Brasil.

Fonte: Ver TV

                             

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ministro afirma que compra de aviões suecos “vai muito além da política de defesa”

Em Estocolmo, Aldo Rebelo destacou que acordo beneficia também empresas brasileiras

Wellington Calasans, especial para o R7, em Estocolmo
Ministro chegou neste sábado, junto com a presidente Dilma Rousseff, à capital da SuéciaWellington Calasans/R7
A presidente Dilma Rousseff chegou no fim da tarde deste sábado (17) na capital sueca. A visita ao país nórdico visa dinamizar as relações entre Brasil e Suécia. Para isso, será adotado o Novo Plano de Ação da Parceria Estratégica.
O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, é um dos integrantes da comitiva. Recém-transferido da pasta da Ciência e Tecnologia, Rebelo destacou o amplo leque de possibilidades que foi aberto a partir da decisão do Brasil de comprar os caças Gripen NG, da sueca SAAB.
— O projeto vai muito mais além de política de defesa. O projeto envolve ciência, pesquisa, transferência de tecnologia, política industrial, formação de mão-de-obra especializada, indústria de alta tecnologia, envolve o interesse de empresas brasileiras, além de empresas suecas. Portanto, é um projeto de longo prazo para a construção desses caças que serão construídos, na maior parte, no Brasil, com a participação de empresas brasileiras. Os contratos foram assinados, agora se trata apenas de dar início aos trabalhos.
O ministro revelou também que “a visita será para prover os acordos de integração das equipes”.
— Há um grupo grande de engenheiros brasileiros, de trabalhadores da área civil, há também a equipe da Força Aérea.
Para Rebelo, “tudo isso vai envolver, naturalmente, uma cooperação técnica muito importante para esse trabalho de integração e para que as equipes e as empresas comecem efetivamente o trabalho de construção dos aviões”
— [O projeto] é também uma grande promessa de desenvolvimento na indústria de alta tecnologia para o Brasil.
Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministo sueco, Stefan Löfven, também tratarão de cooperação em energias renováveis, meio ambiente e cultura.
Neste domingo (18), Dilma tem um encontro de boas-vindas com o Rei Carlos XVI Gustavo e a Rainha Silvia, no Palácio Real de Estocolmo. Depois, o encontro da presidente será com empresários brasileiros. A visita à Suécia será concluída na segunda-feira, depois da visita à fábrica dos aviões Gripen NG, na cidade de Linköping. Depois da Suécia, Dilma viaja para a Finlândia.
Fonte: R7

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Grupo de intelectuais apresenta manifesto contra impeachment de Dilma




O impedimento é apontado como violação do Estado de DireiroRoberto Stuckert Filho/11.08.2015/PR


Na última sexta-feira (16) um grupo de intelectuais lançou um manifesto contra as propostas de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No documento, intitulado "A Sociedade Brasileira Precisa Reinventar a Esperança", o impedimento é apontado como um risco à “constitucionalidade democrática” e uma violação do Estado de Direito.
Segundo o manifesto, não há base jurídica para os pedidos.
"Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidenta Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime", enfatiza o texto.
A ideia do grupo é, a partir de agora, continuar a articulação contra o impeachment com movimentos sociais. Um dos responsáveis por elaborar o documento, o jurista Fabio Konder Comparato, disse que os argumentos a favor do afastamento de Dilma referem-se a ações do mandato anterior.
Porém, de acordo com ele, a chefe do Executivo só poderia ser declarada impedida por fatos relativos à gestão atual.
— O que a oposição, por intermédio de dois eminentes juristas, está fazendo é levantar para a discussão fatos ocorridos durante o primeiro mandato da presidente Dilma — ressaltou.
Foi registrado na manhã da última quinta-feira (15), no 4º Cartório de Notas, na zona oeste da capital paulista, um pedido de impeachment assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Conceição Paschoal. Segundo Reale, o pedido é um compilado de diversos textos apresentados anteriormente, com acréscimo da rejeição das contas do governo referentes à 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Para Comparato, ainda que os atrasos em repasses a bancos públicos tenham continuado a ocorrer neste ano, o tema só pode ser apreciado pelo TCU em 2016.
— Trata-se de uma irregularidade orçamentária que precisa de um processo de definição, um processo no Tribunal de Contas da União. Esse processo é feito só no exercício financeiro imediatamente posterior — explicou.
O cientista político André Singer chamou o movimento que busca afastar Dilma de “golpista”.
— Nós estamos aqui para dizer, em alto e bom som, que a tentativa de cassar a presidenta Dilma Rousseff é um grave retrocesso institucional e um grave atentado a democracia —, disse o ex-porta-voz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao abrir as falas da reunião em que foi lançado o manifesto. O encontro ocorreu no campus Maria Antônia da Universidade de São Paulo, no centro da capital paulista.
— Evidentemente que o impeachment é uma figura constitucional, faz parte das regras do jogo, mas não na forma de um pseudoparlamentarismo, em que se tenta sem nenhuma justificativa racional, demonstrável, derrubar um governo constitucionalmente eleito, legítimo e que está governando — criticou Singer.
A filósofa Marilena Chauí disse que vê os pedidos de impeachment como um ataque aos avanços democráticos construídos após o fim da ditadura.
— Independentemente das limitações das ações desses últimos governos, foi nessa direção que se caminhou. Na direção de um espaço público republicano e de um espaço democrático de direitos. É isso que ser quer frear.
O escritor Fernando Morais destacou que haverá resistência política caso se queira afastar Dilma institucionalmente, como feito com Fernando Lugo, no Paraguai, ou à força, como feito com Manuel Zelaya em Honduras.
— Nós temos que deixar absolutamente claro que no golpe não levam. Só levam no voto. Seja golpe paraguaio ou hondurenho, não importa. Só mudam o projeto de nação, com o qual nós estamos comprometidos, no voto. Na mão grande (com trapaça) nós não permitiremos.
Leia a íntegra do manifesto:
"A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança.
A proposta de impeachment implica sérios riscos à constitucionalidade democrática consolidada nos últimos 30 anos no Brasil. Representaria uma violação do princípio do Estado de Direito e da democracia representativa, declarado logo no art.1o. da Constituição Federal.
Na verdade, procura-se um pretexto para interromper o mandato da Presidente da República, sem qualquer base jurídica para tanto. O instrumento do impeachment não pode ser usado para se estabelecer um “pseudoparlamentarismo”. Goste-se ou não, o regime vigente, aprovado pela maioria do povo brasileiro, é o presidencialista. São as regras do presidencialismo que precisam vigorar por completo.
Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidente Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime. Impeachment é instrumento grave para proteger a democracia, não pode ser usado para ameaçá-la.
A democracia tem funcionado de maneira plena: prevalece a total liberdade de expressão e de reunião, sem nenhuma censura, todas as instituições de controle do governo e do Estado atuam sem qualquer ingerência do Executivo.
É isso que está em jogo na aventura do impeachment. Caso vitoriosa, abriria um período de vale tudo, em que já não estaria assegurado o fundamento do jogo democrático: respeito às regras de alternância no poder por meio de eleições livres e diretas.
Seria extraordinário retrocesso dentro do processo de consolidação da democracia representativa, que é certamente a principal conquista política que a sociedade brasileira construiu nos últimos trinta anos.
Os parlamentares brasileiros devem abandonar essa pretensão de remover presidente eleita sem que exista nenhuma prova direta, frontal de crime. O que vemos hoje é uma busca sôfrega de um fato ou de uma interpretação jurídica para justificar o impeachment. Esta busca incessante significa que não há nada claro. Como não se encontram fatos, busca-se agora interpretações jurídicas bizarras, nunca antes feitas neste país. Ora, não se faz impeachment com interpretações jurídicas inusitadas.
Nas últimas décadas, o Brasil atingiu um alto grau de visibilidade e respeito de outras nações assegurado por todas as administrações civis desde 1985. Graças a políticas de Estado realizadas com soberania e capacidade diplomática, na resolução pacifica dos conflitos, com participação intensa na comunidade internacional, na integração latino-americana, e na solidariedade efetiva com as populações que sofrem com guerras ou fome.
O processo de impeachment sem embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional.
Não se trata de barrar um processo de impeachment, mas de aprofundar a consolidação democrática. Essa somente virá com a radicalização da democracia, a diminuição da violência, a derrota do racismo e dos preconceitos, na construção de uma sociedade onde todos tenham direito de se beneficiar com as riquezas produzidas no país. A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança.
Assinam, entre outros: Antonio Candido; Alfredo Bosi; Evaristo de Moraes Filho e Marco Luchesi, membros da Academia Brasileira de Letras; Andre Singer; o físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite; Ecléa Bosi; Maria Herminia Tavares de Almeida; Silvia Caiuby; Emilia Viotti da Costa; Fabio Konder Comparato; Guilherme de Almeida, presidente Associação Nacional de Pós-Graduação em Direitos Humanos, ANDHEP; Maria Arminda do Nascimento Arruda; Gabriel Cohn; Amelia Cohn; Dalmo Dallari; Sueli Dallari; Fernando Morais; Marcio Pochman; Emir Sader; Walnice Galvão; José Luiz del Roio, membro do Fórum XXI e ex-senador da Itália; Luiz Felipe de Alencastro; Margarida Genevois e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, ex-presidentes da Comissão Justiça e Paz de São Paulo; os cientistas políticos Cláudio Couto e Fernando Abrucio; Regina Morel; o biofísico Carlos Morel; Luiz Curi; Isabel Lustosa; José Sérgio Leite Lopes; Maria Victoria Benevides, da Faculdade de Educação da USP; Pedro Dallari; Marilena Chaui; Roberto Amaral e Paulo Sérgio Pinheiro.”
Fonte: Agência Brasil

Os ataques russos na Síria e o jogo de forças entre Putin e Obama


Entre acusações e especulações, evidencia-se polarização e um novo cenário mundial


Pamela MascarenhasJornal do Brasil

Obama e Putin concordaram em negociar para evitar conflitos na Síria
Obama e Putin concordaram em negociar para evitar conflitos na Síria

A Rússia tomou a iniciativa na quarta-feira (30) de combater o Estado Islâmico (EI) na Síria, evidenciando uma nova correlação de forças mundial e demonstrando que a intervenção dos Estados Unidos e de seus aliados em outros países agora gera respostas, explicam analistas consultados pelo JB. Eles questionam as críticas à ação russa e resgatam os movimentos que levaram a Síria a atual situação. Por outro lado, considerando o perfil político do presidente norte-americano, salientam a possibilidade de negociação efetiva entre Obama e Putin. 
"A tensão [na Síria] começou há muito tempo, e quem começou não foi a Rússia", destaca o professor da Unicamp, João Quartim de Moraes. O chefe do Departamento de Relações Internacionais da Uerj, Williams Gonçalves, chama a atenção para a hesitação dos EUA em relação ao Estado Islâmico. O país não está satisfeito com o EI, mas ainda assim espera que ele derrube o governo da Síria. 
Neste sábado (3), a aviação militar russa realizou 60 ataques na Síria e atingiu mais de 50 bases estratégicas do EI, informou o vice-secretário de Estado, Andrei Kartapolov. O governo russo anunciou que vai intensificar as ações no território sírio e que está disposto a se unir com "países interessados". Segundo Kartapolov, mais de 600 militantes do EI teriam fugido de seus postos de comando e "diversos mercenários" começado a desertar.
Dois dias após a reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente norte-americano, Barack Obama, o Parlamento russo aprovou o envio de militares à Síria, sob a alegação de que Assad teria pedido ajuda para combater o EI. O diálogo entre os dois líderes não era realizado há dois anos, em meio às sanções impostas à Rússia.
Os EUA reclamaram que os bombardeios teriam tido como alvo, na verdade, o grupo de rebeldes treinados pela CIA. Putin, por sua vez, ressaltou que Estados Unidos, Austrália e França, que bombardearam as posições do EI, não receberam mandato do Conselho de Segurança da ONU nem tiveram a intervenção militar solicitada pela Síria. Mais tarde, a Rússia informou que os ataques aéreos têm como alvo não apenas o EI, mas outras milícias em luta contra o regime de Bashar al-Assad.
Na ONU, enquanto o presidente russo pediu o apoio da comunidade internacional ao governo de Assad, Obama disse que este deveria renunciar para iniciar uma transição que resolveria os conflitos na área. Para Putin, a apoio dos Estados Unidos às forças rebeldes é ilegal e ineficaz, e rebeldes treinados pelos norte-americanos estariam se unindo ao Estado Islâmico com armas financiadas por Washington. "Eu me relaciono muito respeitosamente com meus colegas dos Estados Unidos e da França, mas eles não são cidadãos da Síria e não deveriam se envolver com a escolha da liderança de outro país", disse Putin.
João Quartim de Moraes, professor na Unicamp, destaca que a iniciativa russa na Síria, apesar das críticas dos Estados Unidos e da Europa, demonstra que a situação internacional mudou. EUA e Europa não dão mais as cartas. Podem tomar iniciativa e realizar novos ataques, mas agora sabem que a resposta a esses ataques pode ser forte. 
"Eles não têm mais força para impor o que impuseram desde 1989, até meados de 2004, quando Putin já estava forte. Eles têm dificuldade de aceitar que, nos últimos dez anos, a situação mudou completamente, e a desfavor deles, eles já não podem mais fazer o que querem", comenta o professor. "Ao mesmo tempo, eu não creio que Obama queira incendiar o mundo, ele defende o Estado do qual ele é presidente, mas ele tem uma política muito diferente do Bush, isso dá um campo para eles [Obama e Putin] se entenderem."
Moraes ajuda a traçar o histórico dos conflitos na Síria. A tensão começou há muito tempo, desde antes do movimento de Fundação da Síria Livre, que era controlado pelos sucessores do Talibã, que agora se intitulam Estado Islâmico. A ligação dos Estados Unidos, explica o professor, começa há 30 anos, com o armamento do Talibã, isto é, de sunitas fanáticos da Arábia Saudita, apoiados também pelo governo Reagan para derrubar a presença soviética do Afeganistão. A OTAN, por sua vez, criada para resistir a uma ameaça de ataque soviético, continua como a máquina de guerra colonial mais perigosa do mundo, destruindo países como a Iugoslávia e a Líbia, e que chegou antes à Síria. 
Para o professor, a revitalização da Rússia com o governo Putin assusta os interesses da Europa, Estados Unidos e aliados. Ele recorda que, quando houve a derrocada do URSS, Boris Yeltsin, conhecido publicamente como corrupto, criou um momento calamitoso na região. Putin, por sua vez, criou uma situação militar internacional que nunca tinha sido tão desfavorável para os EUA desde os anos 1960. 
"A Rússia entrou [na Síria] para estabilizar a situação, só que para estabilizar para valer, porque a Rússia, com todos os seus problemas, é o segundo arsenal nuclear do mundo, com um exército muito confiante em si, que derrotou o Hitler, eles venceram os nazistas", destaca Moraes. "Putin entrou como fator de estabilização com apoio da China e várias potências asiáticas, em acordo militar de defesa contra a OTAN, e a OTAN sabe disso."
Sobre as denúncias norte-americanas de que os russos estariam atacando grupos de rebeldes treinados pela CIA e não o Estado Islâmico, o professor aponta que trata-se de uma "confissão escandalosa" de que grupos de rebeldes assessorados por eles há cinco anos criam confusão na Síria. Ele critica ainda o espanto norte-americano ao ataque russo nesta semana, depois das toneladas de bombas jogadas por eles durante quatro anos. "Realmente é uma desproporção."
Williams Gonçalves, chefe do Departamento de Relações Internacionais da Uerj, aponta que o mundo está diante de um processo um pouco diferente do que estava acostumado. Os Estados Unidos perdem a capacidade de tomar iniciativas isoladamente no que diz respeito aos conflitos internacionais. O mundo já não é mais unipolar, é multipolar. 
"A Rússia tomou a iniciativa de resolver o problema da Síria porque tem base militar na Síria e quer preservar essa base militar. A Rússia teme que esses problemas do EI cheguem a suas fronteiras", indica o professor. "A atitude dos EUA tem sido ambígua, porque este Estado Islâmico foi invenção dos EUA, como a Al Qaeda. Os EUA inventam esses movimentos para se livrar dos inimigos e depois eles ganham pernas próprias", diz o professor, explicando que a ideia era que o EI se juntasse a outros grupos e derrubasse o governo sírio.
Gonçalves aponta ainda que o Estado Islâmico não seria tão forte se não houvesse quem comprasse o petróleo deles e vendesse armas para eles. "Alguém compra petróleo sabendo que está comprando petróleo deles. Esse horror ao Estado Islâmico é recheado de hipocrisia. Se não houvesse quem comprasse petróleo, o EI não teria chegado ao ponto que chegou. Os EUA não estão satisfeitos com o EI, mas esperam que ele derrube o governo da Síria."
Fonte: Jornal do Brasil 

Eduardo Cunha perde apoio no Conselho de Ética

Aliados calculam que, em menos de 24 horas, ele perdeu cerca de metade dos votos que tinha
Cunha perdeu o voto dos que o apoiavam acreditando que não havia provas ou que elas não apareceriam até o fim do julgamentoCâmara dos Deputados
O isolamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diante do agravamento das denúncias contra ele nos últimos dias já produz reflexos no Conselho de Ética, que deve analisar seu processo por quebra de decoro parlamentar.
Aliados calculam que, em menos de 24 horas, ele perdeu cerca de metade dos votos que tinha no colegiado e agora terá de apostar em manobras regimentais para evitar a perda do mandato e, consequentemente, do foro privilegiado.
O caso de Cunha chegou ao Conselho de Ética graças a uma representação feita pelo PSOL e pela Rede com base em acusações da Procuradoria-Geral da República de que ele manteria contas secretas na Suíça.
Cabe ao colegiado aprovar parecer indicando a cassação ou a manutenção do mandato, após uma investigação. O julgamento sobre o destino político do parlamentar é tarefa do plenário.
Aliados do peemedebista contabilizavam na noite de quinta-feira (15) de 11 a 14 votos a favor de Cunha entre os 21 titulares do conselho — o presidente vota, mas só em caso de empate. Na tarde do dia seguinte (16), após a divulgação dos documentos que reforçam que o presidente da Câmara possui contas na Suíça, o cálculo girava em torno de apenas cinco apoios. Foram colocados em dúvida votos de PP, PSD e PR, antes considerados favoráveis. Os votos dos deputados do DEM (1), do PSDB (2) e do PPS (1), para alguns parlamentares, permanecem uma incógnita.
O Conselho de Ética não permite troca de seus 21 membros, a não ser em situação de renúncia ou morte. Em caso de ausência, o titular é substituído por um suplente do mesmo partido. Faltam ser preenchidas duas vagas de suplência no bloco do PT e duas no do PSDB.
Além das suspeitas crescentes, a perspectiva de judicialização de movimentos de Cunha em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff esvaziou qualquer ensaio de aproximação do PT e de aliados do governo com o peemedebista para salvá-lo. Diante da instabilidade do momento, deputados discutem a situação de Cunha apenas nos bastidores.
Segundo um correligionário do presidente da Câmara, o deputado perdeu o voto daqueles que sustentavam o apoio na crença de que não havia provas ou de que elas não apareceriam até o fim do julgamento. Este peemedebista diz que a revelação dos documentos "tira o conforto de quem quer ajudá-lo" e que, agora, Cunha passa a contar apenas com parlamentares que não precisam dos chamados "votos de opinião" para se eleger.
Para ilustrar a situação de Cunha, um deputado do PMDB diz que os aliados caminharam com o presidente até a "beira da cova", mas "agora a cova chegou e ninguém vai pular com ele".
Um líder da oposição diz acreditar que o peemedebista só conseguirá obter sucesso em caso de acordo ou se o processo no conselho não for de fato aberto, pois, no plenário da Câmara, o presidente da Casa perderia a votação. O processo só não é aberto em caso de inépcia (quando não atende às exigências das normas regimentais) ou falta de justa causa da representação apresentada, aspectos que serão analisados pelo colegiado. Já um governista próximo de Eduardo Cunha diz que o cenário é imprevisível e que "pode ser que amanhã a situação dele fique menos ruim", o que lhe devolveria alguns votos.
Manobras. Profundo conhecedor das regras da Casa, Cunha ainda tem a seu favor a possibilidade de adotar manobras protelatórias e suscitar discussões que podem alongar o processo no Conselho de Ética, contrariando os planos do presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que diz pretender concluir a análise do caso do presidente da Câmara ainda neste ano.
"Quero fazer o mais rápido possível. Quanto mais rápido eu sair deste problema, melhor para mim", disse Araújo. Ele pretendia começar os trabalhos já nesta semana, mas deve ter que esperar mais alguns dias. A Mesa Diretora tem até três sessões ordinárias para devolver representação contra Cunha ao colegiado, para que o processo seja aberto. No entanto, só há duas sessões marcadas para esta semana. A terceira está prevista apenas para a outra terça-feira, no dia 27, segundo a Secretaria-Geral da Mesa.
De acordo com o Código de Ética da Câmara, o relator do processo deve ser escolhido pelo presidente do conselho a partir de três nomes de integrantes do colegiado sorteados.
Em nota divulgada anteontem, Cunha se disse alvo de perseguição. "Alguma vez na história do Ministério Público um procurador-geral respondeu a ofício de partido político da forma como foi respondido com relação ao presidente da Câmara, em tempo recorde para ser usado em uma representação ao Conselho de Ética?", questionou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: R7 / Estadão

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dilma fala sobre denúncias contra Cunha: "Lamento que seja um brasileiro"

Em viagem oficial à Suécia, presidente também comentou cenário político
18-10-2015
Dilma com os monarcas da Suécia: o rei Carlos 16 e a rainha SilviaREUTERS/Christine Olsson/TT News Agency
A presidente Dilma Rousseff afirmou três vezes neste domingo (18), em Estocolmo, na Suécia, que "lamenta" que as denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, envolvam um brasileiro. Segundo ela, não houve acordo entre os chefes dos dois poderes, Executivo e Legislativo, por mais estabilidade política, mas acusou "a oposição" de ter firmado um entendimento com Cunha.
Dilma está na Suécia na primeira etapa de uma turnê pelo norte da Europa que envolve ainda a Finlândia. Na tarde de hoje, após se encontrar com os monarcas da Suécia, o rei Carlos 16 e a rainha Silvia, a presidente concedeu sua primeira entrevista. Questionada pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre se considera pertinente firmar um acordo com Eduardo Cunha que garanta a trégua na tramitação do impeachment na Câmara, Dilma descartou a hipótese.
— Eu acho fantástico essa conversa de que o governo está fazendo acordo com quem quer que seja.
Ela ainda atacou opositores.
— O acordo de Eduardo Cunha não é com o governo, era com a oposição. Era público e notório. Até na nota aparece.
A presidente se referia a um comunicado emitido em 8 de outubro pelas direções do PSDB, DEM, PPS e PSB, no qual a oposição pediu o "afastamento do cargo" do presidente da Câmara para que ele pudesse "exercer seu direito constitucional à ampla defesa". A nota foi interpretada como fraca, uma prova de que a oposição não deseja de fato sua renúncia.
Dilma disse que não comentaria as denúncias de que Cunha tem contas não declaradas na Suíça, nas quais teria recebido propinas. Mas, indagada sobre a repercussão internacional do escândalo de corrupção envolvendo o presidente da Câmara, a presidente afirmou três vezes: "Eu lamento que seja um brasileiro".
Sobre se a crise política estaria menos intensa após as denúncias contra Cunha, a presidente afirmou não ver "grandes alterações ao longo desse semestre", mesmo depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a interpretação do presidente da Câmara sobre o rito processual de um eventual processo de impeachment.
— Nós ainda temos de alcançar uma estabilidade política baseada em um acordo no sentido de que os interesses partidários, pessoais, de cada corrente, têm de ser colocados abaixo dos interesses do País.
Indagada sobre a qual "acordo" se referia, a presidente respondeu: "Com toda a sociedade".

Fonte: R7 
Agência Estado

terça-feira, 13 de maio de 2014

Poema - Perguntas De Um Trabalhador Que Lê

Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedras?
E a Babilônia várias vezes destruída -
quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas
da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem
triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio
tinha somente palácios para seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida,
os que se afogavam gritavam por seus escravos
na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?

César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou quando sua Armada
naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?

Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.

As empresas mandando na política

Funciona mais ou menos assim: empresas bilionárias financiam campanhas milionárias. Deputados eleitos pagam essa conta aos pouquinhos, atuando no Congresso em prol de maiores lucros a essas empresas. O interesse público vai pras cucuias. É por isso que o fim do financiamento empresarial de campanhas é medida urgente. Esta semana, mais dois casos entraram no hall dos exemplos cotidianos que confirmam isso. 
 
Na semana passada, deputados aprovaram um dos projetos de lei mais absurdos e irresponsáveis dos últimos tempos: motoristas profissionais poderão ter jornada de trabalho de até 12 horas, o que não apenas retira direitos do trabalhador, como aumenta o risco de acidentes nas estradas e nas cidades. A maioria dos deputados votou a favor, atendendo ao lobby das grandes empresas de transporte - setor que figura entre os grandes doadores de campanhas. Mas não foi só isso: o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) foi envolvido em um episódio que envolve o pagamento a manifestantes nas galerias da Câmara. O PSOL pediu investigação rigorosa, e Chico fez um pronunciamento.
 
Outro caso emblemático se deu no debate sobre a mineração. Empresas mineradoras e metalúrgicas financiaram a campanha do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). Agora, como relator do novo Código de Mineração, o deputado agiu para beneficiar essas empresas. Está lá no artigo 5, Inciso VIII do Código de Ética da Câmara: parlamentar não pode relatar matéria de interesse de seus doadores de campanha. Foi com base nisso que o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração – que reúne entidades da sociedade civil – entrou com representação contra Quintão no Conselho de Ética da Câmara. Chico fez um pronunciamento.
 
Há esperanças, no entanto, de que situações como essa deixem de ser tão frequentes. Uma ação no STF que pretende proibir o financiamento empresarial de campanha já recebeu votação favorável de mais da metade dos ministros da Corte. A vitória - que será histórica! - está sendo barrada pelo Ministro Gilmar Mendes, que pediu vistas e engavetou o processo. Em outra frente, alguns deputados e senadores, tremendo nas bases, já articulam medida legislativa para evitar a sangria nas contas de suas campanhas milionárias. O PSOL está de olho, na luta por um sistema eleitoral mais democrático, em que o poder da grana não dê as cartas.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ramon Vieira



Bom dia a todos, 

Quero mais uma vez agradecer a todas as pessoas que confiam e que estão nos ajudando nesta dura jornada.

A nossa campanha não para de crescer, isso é fruto de muito trabalho, transparecia e dos esforços de muitas pessoas que acreditam que podemos SIM, construir u
ma política decente, transparente e participativa, estamos cansados da velha política, onde o dinheiro e a corrupção é o caminho único para manter e se chegar ao poder. Combatemos arduamente esta forma de fazer política, pois é nela que se encontrar a causa primaria da maioria das mazelas que vivemos atualmente.

A coisa esta tão enraizada que muitas pessoas ainda acham que ser honesto é ser tolo. Se for necessário pagar um alto preço para se viver honestamente, pagaremos então este preço, preferimos assim passar pelo vale das sombras, mais com a nossa alma e nossa cabeça erguida.

Convidamos a todos que se unam neste movimento, onde o objetivo maior é termos uma cidade melhor e descente. O que muitos ainda não entenderam é que para mudar a nossa realidade caótica de hoje é preciso lutar, cada um precisa lutar, pois a realidade demonstra que as pessoas que estão ai, governando a nossa cidade por quase três décadas, não trarão aquilo que nós e nossas famílias entendemos como qualidade de vida, pois a única qualidade que estas pessoas entendem é a qualidade do dinheiro rápido e fácil.

Fica aqui este convite e esta reflexão sincera. Forte abraço a todos, fiquem com Deus!!!

Ramon Vieira