Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Eduardo Cunha perde apoio no Conselho de Ética

Aliados calculam que, em menos de 24 horas, ele perdeu cerca de metade dos votos que tinha
Cunha perdeu o voto dos que o apoiavam acreditando que não havia provas ou que elas não apareceriam até o fim do julgamentoCâmara dos Deputados
O isolamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diante do agravamento das denúncias contra ele nos últimos dias já produz reflexos no Conselho de Ética, que deve analisar seu processo por quebra de decoro parlamentar.
Aliados calculam que, em menos de 24 horas, ele perdeu cerca de metade dos votos que tinha no colegiado e agora terá de apostar em manobras regimentais para evitar a perda do mandato e, consequentemente, do foro privilegiado.
O caso de Cunha chegou ao Conselho de Ética graças a uma representação feita pelo PSOL e pela Rede com base em acusações da Procuradoria-Geral da República de que ele manteria contas secretas na Suíça.
Cabe ao colegiado aprovar parecer indicando a cassação ou a manutenção do mandato, após uma investigação. O julgamento sobre o destino político do parlamentar é tarefa do plenário.
Aliados do peemedebista contabilizavam na noite de quinta-feira (15) de 11 a 14 votos a favor de Cunha entre os 21 titulares do conselho — o presidente vota, mas só em caso de empate. Na tarde do dia seguinte (16), após a divulgação dos documentos que reforçam que o presidente da Câmara possui contas na Suíça, o cálculo girava em torno de apenas cinco apoios. Foram colocados em dúvida votos de PP, PSD e PR, antes considerados favoráveis. Os votos dos deputados do DEM (1), do PSDB (2) e do PPS (1), para alguns parlamentares, permanecem uma incógnita.
O Conselho de Ética não permite troca de seus 21 membros, a não ser em situação de renúncia ou morte. Em caso de ausência, o titular é substituído por um suplente do mesmo partido. Faltam ser preenchidas duas vagas de suplência no bloco do PT e duas no do PSDB.
Além das suspeitas crescentes, a perspectiva de judicialização de movimentos de Cunha em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff esvaziou qualquer ensaio de aproximação do PT e de aliados do governo com o peemedebista para salvá-lo. Diante da instabilidade do momento, deputados discutem a situação de Cunha apenas nos bastidores.
Segundo um correligionário do presidente da Câmara, o deputado perdeu o voto daqueles que sustentavam o apoio na crença de que não havia provas ou de que elas não apareceriam até o fim do julgamento. Este peemedebista diz que a revelação dos documentos "tira o conforto de quem quer ajudá-lo" e que, agora, Cunha passa a contar apenas com parlamentares que não precisam dos chamados "votos de opinião" para se eleger.
Para ilustrar a situação de Cunha, um deputado do PMDB diz que os aliados caminharam com o presidente até a "beira da cova", mas "agora a cova chegou e ninguém vai pular com ele".
Um líder da oposição diz acreditar que o peemedebista só conseguirá obter sucesso em caso de acordo ou se o processo no conselho não for de fato aberto, pois, no plenário da Câmara, o presidente da Casa perderia a votação. O processo só não é aberto em caso de inépcia (quando não atende às exigências das normas regimentais) ou falta de justa causa da representação apresentada, aspectos que serão analisados pelo colegiado. Já um governista próximo de Eduardo Cunha diz que o cenário é imprevisível e que "pode ser que amanhã a situação dele fique menos ruim", o que lhe devolveria alguns votos.
Manobras. Profundo conhecedor das regras da Casa, Cunha ainda tem a seu favor a possibilidade de adotar manobras protelatórias e suscitar discussões que podem alongar o processo no Conselho de Ética, contrariando os planos do presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que diz pretender concluir a análise do caso do presidente da Câmara ainda neste ano.
"Quero fazer o mais rápido possível. Quanto mais rápido eu sair deste problema, melhor para mim", disse Araújo. Ele pretendia começar os trabalhos já nesta semana, mas deve ter que esperar mais alguns dias. A Mesa Diretora tem até três sessões ordinárias para devolver representação contra Cunha ao colegiado, para que o processo seja aberto. No entanto, só há duas sessões marcadas para esta semana. A terceira está prevista apenas para a outra terça-feira, no dia 27, segundo a Secretaria-Geral da Mesa.
De acordo com o Código de Ética da Câmara, o relator do processo deve ser escolhido pelo presidente do conselho a partir de três nomes de integrantes do colegiado sorteados.
Em nota divulgada anteontem, Cunha se disse alvo de perseguição. "Alguma vez na história do Ministério Público um procurador-geral respondeu a ofício de partido político da forma como foi respondido com relação ao presidente da Câmara, em tempo recorde para ser usado em uma representação ao Conselho de Ética?", questionou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: R7 / Estadão

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Enxurrada de provas aperta cerco contra Eduardo Cunha

O deputado que nega ter contas no Exterior terá de explicar documentos enviados da Suíça ao Brasil, como cópias de seu passaporte e registros de depósitos com sua assinatura

16/10/2015 - 22h30min | Atualizada em 16/10/2015 - 23h23min

Cunha chegou a negociar um acordo com representantes do Planalto para salvar o mandatoFoto: ANDRESSA ANHOLETE / AFP

Depois de uma ascensão política que o levou do baixo clero à presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) começa a ver o cerco se fechar. Alvo de dois inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal de Justiça (STF), terá de responder a uma sequência de suspeitas que o tornou um peso para governo e oposição.
Até pouco tempo, o deputado tinha apoio dos adversários da presidente Dilma Rousseff, dispostos a contar com ele para deflagrar o impeachment dela. Nas últimas horas, chegou a negociar um acordo com representantes do Palácio do Planalto para salvar o mandato, mas parece ter sido atingido por uma enxurrada.

Rosane de Oliveira: o que esperar do "homem-bomba" Eduardo Cunha
Nesta sexta-feira, houve torrente de fatos novos:
Documentos obtidos pela TV Globo comprovam que o peemedebista e sua mulher têm contas bancárias secretas na Suíça. A reportagem exibiu cópias do passaporte, da assinatura e de dados pessoais do presidente da Câmara. Há, por exemplo, assinatura dele em papéis relacionados à conta em nome de uma offshore, a Orion SP.
- Ao pedir o segundo inquérito contra Cunha ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que ele também tem contas nos EUA, igualmente não declaradas. Cunha nega ter depósitos no Exterior desde março, quando depôs na CPI da Petrobras.
- A PGR informou ter ''indícios suficientes'' de que as contas de Cunha no estrangeiro são ''produto de crime''. O procurador-geral em exercício, Eugênio Aragão (Rodrigo Janot está em viagem aos EUA), pediu o bloqueio dos valores nos bancos suíços.
- Registros do banco Julius Baer mostram que, a partir das informações apresentadas pelo parlamentar, o banco estimou o patrimônio do cliente em um valor 37 vezes superior ao declarado à Justiça Eleitoral brasileira. Para o Julius Baer, Cunha teria bens de US$ 16 milhões (R$ 61,3 milhões). No Brasil, ele declarou ter patrimônio de R$ 1,6 milhão em 2014.
- Ao banco, o deputado solicitou que as correspondências fossem enviadas a um endereço de Nova York, nos EUA. Explicou que ¿mora em um país onde os serviços postais não são seguros¿.
- Cunha é suspeito de ter recebido propina na forma de horas de táxi aéreo. Os voos teriam sido pagos pelo lobista Julio Camargo, delator da fraude.
Jesus.Com é dona de frota de luxo
Diante de tantas acusações, uma informação chamou atenção: os advogados de Cunha pediram ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF, que o inquérito aberto contra ele, mulher e uma filha tramitasse em segredo de Justiça. O pedido não foi atendido.
É por isso que se sabe da frota de carros de luxo de Cunha e sua mulher, Cláudia Cordeiro Cruz. O casal tem um Porsche Cayenne 2013, um Ford Fusion 2013 e um Ford Edge V6 2013 em nome da empresa Jesus.Com. Em seu nome, o casal tem um Corolla, outro Porsche Cayene (2010), uma caminhonete Tucson, uma caminhonete Pajero Sport, um Freelander e um BMW. No total, a frota do casal está avaliada pela Receita Federal em R$ 938 mil.

PSOL diz que situação de Cunha chegou ao limite e pede seu afastamento imediato
Da negação à CPI aos documentos suíços
- No início de março, o STF derrubou o sigilo sobre a lista de Janot, título pelo qual ficou conhecido o rol de políticos apontados pelo chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, como beneficiários do esquema na Petrobras.
Entre os nomes, estava Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No final daquele mês, ele decidiu prestar depoimento à CPI da Petrobras. Na sessão, garantiu não ter contas no Exterior.
- Aos poucos, começaram a surgir indícios contra o peemedebista. Os primeiros apareceram em delações premiadas da Operação Lava-Jato. Em maio, o doleiro Alberto Youssef acusou Cunha de exigir propina na construção de navios-sonda, equipamento usado na perfuração de poços de petróleo.
- Dois meses depois, o lobista Julio Camargo confirmou o relato de Youssef.Afirmou que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas pelo contrato. Do total, contou o delator, Cunha disse que era ¿merecedor¿ de US$ 5 milhões.
- Em seguida, Fernando Baiano, operador do PMDB, também confirmou a propina. E o lobista João Augusto Henriques disse que fez depósito em uma conta no Exterior que tinha Cunha como beneficiário.
- Um acordo entre Brasil e Suíça permitiu a realização de pente-fino nas transações de operadores do esquema de corrupção na Petrobras no país europeu. Recentemente, o Ministério Público suíço repassou para a PGR documentos comprovando que Cunha tem contas no país.
A defesa de Cunha
Confira trechos da nota divulgada nesta sexta-feira pela assessoria de imprensa do parlamentar:

Cunha só deverá apresentar recursos a liminares do STF na segunda, diz assessoria
O presidente da Câmara nunca recebeu qualquer vantagem de qualquernatureza, de quem quer que seja, referente à Petrobras ou a qualquer outra empresa, órgão publico ou instituição do gênero.
Trata-se de uma clara perseguição movida pelo procurador-geral da República. É muito estranha essa aceleração de procedimentos às vésperas da divulgação de decisões sobre pedidos de abertura de processo de impeachment, procurando desqualificar eventuais decisões, seja de aceitação ou de rejeição, do presidente da Câmara.
Durante esse período, foram divulgados dados que deveriam, em tese, ser protegidos por sigilo, sem permitir ao presidente da Câmara o direito de ampla defesa e ao contraditório, garantido pela nossa Constituição. Essa divulgação foi feita, estranhamente, de forma ostensiva e fatiada em dias diferentes e para veículos de imprensa variados.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sobre o Monopólio da Rio Ita


Já não é novidade que o município de Itaboraí vem sofrendo as conseqüências do monopólio da Rio Ita, que é uma vergonha total pra toda a população que não pode fazer nada já que tudo isso está acontecendo graças aos subalternos políticos da região.



 As passagens são caras, os horários de idas e vindas são distantes um dos outros e a quantidade de carros foi reduzida. Muitos jovens saem da faculdade mais cedo para não ficarem na pista.
 Os motoristas trabalham em péssimas condições, são obrigados a trabalharem em quase regime de escravidão e exercendo dupla função(motorista e cobrador). E tem mais, se acontecer um assalto, além do trauma, são obrigados a pagarem a quantia levada. Para piorar nenhum deles possui sequer plano de saúde.




O extermínio do Transporte Alternativo somente acentuou seu império. Quem antes tinha a opção de pegar uma van ou kombi agora não resta esperar de 30 a 50 minutos por um ônibus de má qualidade no ponto. Rio Ita agradece a preferência mas sabe muito bem que não temos escolha.








terça-feira, 28 de maio de 2013

Justiça condena dono da Delta por desvio de verbas federais


MARCO ANTONIO MARTINS

A Justiça Federal no Rio de Janeiro condenou o empresário Fernando Antonio Cavendish Soares, dono da Delta Construção, a quatro anos e seis meses de prisão por desvio de verbas públicas federais.
O ex-prefeito de Iguaba Grande (RJ) Hugo Canellas Rodrigues Filho também foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão. Cabe recurso.

A denúncia da Procuradoria afirma que houve um superfaturamento dos valores contratados e mal uso das verbas.De acordo com o Ministério Público Federal, Cavendish e Canellas desviaram recursos públicos liberados pelo governo federal para as obras de despoluição da Lagoa de Araruama, na região dos Lagos.

Segundo as apurações do Ministério Público, a Delta recebeu R$ 191 mil da prefeitura, enquanto o valor de mercado pelo serviço era de apenas R$ 14 mil.

Em nota, o empresário afirma que irá recorrer da decisão. "O empresário Fernando Cavendish, ex-administrador da Delta Construções, assessorado por seus advogados, vem prestando todos os esclarecimentos ao Judiciário. Todos os recursos cabíveis vêm sendo apresentados contra a decisão de primeiro grau, e agora se aguarda o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES), segunda instância da Justiça Federal."

CACHOEIRA
No ano passado, Cavendish e a Delta foram alvos de investigação da CPI do Cachoeira, que apurou as ligações com o empresário Carlinhos Cachoeira. A comissão terminou sem indiciados.

Após ser envolvida em suspeitas de fraude, a Delta pediu em junho a recuperação judicial.

A construtora tinha 100% do seu portfólio de encomendas com o setor público. No entanto, foi declarada inidônea, ou seja, não pode mais ser contratada por governos.

Essa condenação não tem relação com o caso Cachoeira.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo