Mostrando postagens com marcador Sepe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sepe. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O ANO DE 2015 E A EDUCAÇÃO PÚBLICA DE ITABORAÍ

REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE ITABORAÍ
--------------------------------------------------------------------------

O ANO DE 2015 E A EDUCAÇÃO PÚBLICA DE ITABORAÍ


A PRECARIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Em um ano marcado pelo abandono da educação pública de Itaboraí, o Governo Helil Cardozo - PMDB anuncia uma crise é coloca na conta dos profissionais da educação da rede pública de ensino. Com várias tentativas de negociação o poder público vai encerrar o ano precarizando cada vez mais o trabalho docente com uma proposta de 0% de reajuste, intensificação dos contratos (e professores contratados com salários rebaixados, atrasos nos pagamentos e rompimento de contratos), terceirização dos profissionais da educação (profissionais terceirizados sem salários e rompimento de contratos) e nenhum avanço do Plano de Cargos, Carreias e Salários da educação municipal. 

O SUCATEAMENTO DA ESCOLA PÚBLICA

A precarização do trabalho dos profissionais da educação é acompanhada pelo sucateamento da escola pública. O ano de 2015 foi marcado pela merenda de baixa qualidade, pela falta de merenda, pela falta de cozinheiras nas escolas. Não sendo o único problema encontrado, as escolas ainda se encontram sujas, já que a equipe de limpeza foi mandada embora antes do recesso de julho. Estes problemas não foram resolvidos, tendo ainda várias escolas com baixa qualidade na merenda e com seus ambientes inapropriados para a execução de qualquer trabalho pedagógico de qualidade. 

Diversas escolas com estrutura precária indicam um verdadeiro abandono da educação pública municipal. As poucas escolas reformadas tiveram problemas de infraestrutura, colocando em dúvida a qualidade das reformas realizadas. 

A falta d'água também vem sendo um problema recorrente na rede, assim como a dificuldade de algumas escolas na coleta de lixo. 

2015: UM ANO PEDAGOGICAMENTE PERDIDO

Antes do recesso de julho, mesmo com graves problemas, os profissionais da educação se desdobravam nas escolas para atingir a qualidade pedagógica dentro das condições colocadas. Mas, de forma autoritária, o Governo anunciou um recesso estendido de 1 mês, não dando nenhuma explicação convincente para a comunidade escolar - apenas afirmava a dificuldade financeira do Município. 

Qualquer educador sabe da importância de se respeitar os rumos do Projeto Político Pedagógico - PPP, de garantir sua autonomia e das condições necessárias para sua plena realização. Ao mandar professores, cozinheiras, agentes de apoio, equipe de limpeza embora o poder público municipal praticamente declara o fim de todo aquele trabalho gerado nas escolas, a partir das discussões da comunidade escolar, que culminou na construção do PPP. 

UM ANO DE LUTA

Esse processo que intensificou o abandono de um direito social que é dever do Estado e direito de todos, não foi ignorado pelos profissionais da rede. Diversas manifestações foram realizadas, denúncias dentro e fora das escolas se alastraram pela cidade e nas rede sociais, assembleias que reforçaram à luta em defesa da educação pública. O ano de 2015 se coloca como um desafio para todos que acreditam no poder de emancipação da educação, o ano de 2015 tira do conforto nossas mentes, nos coloca em movimento e nos enche de expectativa para construir a necessidade histórica de organizar a classe trabalhadora e lutar contra uma sociedade de mercado que privatiza nossas vidas e arranca nossos direitos. 

A luta não para, só ela muda a vida! 

O SEPE SOMOS NÓS. NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ! 

TODOS NA ASSEMBLEIA DO DIA 29/10! 
INDICATIVO DE GREVE! 
NA LUTA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA! 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Falta merenda em diversas escolas de Itaboraí atinge mais de 30 mil alunos


Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio vai denunciar o caso ao Ministério Público. Problema teria iniciado após contrato com terceirizada ser cancelado
Uma escola municipal de Itaboraí, que não apresenta em sua fachada o nome da unidade, esconde um grave problema existente em cerca de 80 escolas do município e que atinge aproximadamente 32 mil alunos: a falta de merenda escolar. A situação mobilizou o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) que entrega, nesta quarta-feira, uma representação ao Ministério Público denunciando o caso da escola Maria Ana da Glória, no bairro de Rio da Várzea. 
O diretor de imprensa do Sepe, Marco Lamarão, afirmou que o problema atinge a todas as escolas do município. 
“A situação é geral. O que acontece em alguns casos é que em algumas unidades, a própria direção tomou medidas para contornar a situação”, disse Lamarão. 
O problema teria começado em outubro, após a Prefeitura cancelar o contrato com a empresa que era responsável por terceirizar a mão de obra das merendeiras no município.
Além da situação em que as crianças são expostas, a situação está afetando diretamente o Programa Educação +, existente, hoje, em cerca de dez escolas. São programas de contraturno, onde as crianças ficam em tempo integral na escola para realizar atividades extras, como oficinas de reforço, aulas de dança e capoeira, por exemplo. Por conta do problema, as crianças estão sendo dispensadas mais cedo. 
Ontem, na saída da escola Maria Ana da Glória, a dona de casa Adriana da Silva, de 36 anos, aguardava pelo seu filho com alguns biscoitos nas mãos. 
“Ele estuda aqui há 2 anos. As condições nunca foram das melhores, mas merenda nunca faltava. De outubro para cá, teve início essa situação absurda. Como pode uma criança ficar todo esse tempo estudando sem alimentação?”, disse ela, que comentou ainda não ter sido notificada sobre a situação.
A Prefeitura de Itaboraí, através da Secretaria de Educação e Cultura, declarou que a ausência de merendeiras é devido a um problema pontual de adequação de contrato em algumas unidades escolares da rede municipal de ensino, mas que o caso já está sendo solucionado.
Por: Ciro Cavalcante
Fonte: O Fluminense