Mostrando postagens com marcador Ramon Vieira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ramon Vieira. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 11 de julho de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Nada É Impossível De Mudar
Desconfiai do
mais trivial ,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Bertolt Brecht
terça-feira, 13 de maio de 2014
Poema - Perguntas De Um Trabalhador Que Lê
Quem construiu a Tebas de sete
portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedras?
E a Babilônia várias vezes destruída -
quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas
da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem
triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio
tinha somente palácios para seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida,
os que se afogavam gritavam por seus escravos
na noite em que o mar a tragou.
Arrastaram eles os blocos de pedras?
E a Babilônia várias vezes destruída -
quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas
da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem
triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio
tinha somente palácios para seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida,
os que se afogavam gritavam por seus escravos
na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a
Índia.
Sozinho?
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou quando sua Armada
naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou quando sua Armada
naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
MST - Carta à presidenta Dilma de repúdio a paralisia da Reforma Agrária no país
À presidenta Dilma Rousseff,
Nós,
acampados do Acampamento Nacional Hugo Chávez do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST), viemos, por meio desta, manifestar a nossa insatisfação
em relação à paralisia da Reforma Agrária em nosso país.
O Brasil é o
país de maior concentração da propriedade fundiária em todo o mundo. São 360
milhões de hectares, sob a forma de propriedade privada, sendo que apenas 60
milhões são utilizados pela agricultura. O que resta é pecuária extensiva, área
inutilizada, ou mesmo área para especulação. Ou seja, os latifundiários e as
grandes empresas querem terra apenas como reserva de valor.
Mesmo com
esta conjuntura, o modelo atual da agricultura tem beneficiado as políticas
estruturantes do agronegócio. Essa escolha causa impactos diretos em qualquer
processo de democratização do acesso à terra. A realidade, hoje, mostra que a
política de criação de assentamentos está parada, mesmo existindo 69.233
grandes propriedades improdutivas no país, que controlam 228 milhões de hectares
de terra (IBGE/Censo de 2010), que deveriam ser destinadas à Reforma Agrária
pela Constituição.
A paralisação
da política de criação de assentamentos abriu margem para os latifundiários
intensificarem a sua ofensiva política e ideológica contra a Reforma Agrária.
Utilizam a sua força no Congresso Nacional para aprovar projetos para desmontar
as leis que garantem liberdade para organização e luta social, o cumprimento da
função social da propriedade e direitos para os camponeses, indígenas e quilombolas,
na maioria das vezes, afrontando a própria Constituição Federal.
Além disso, o
agronegócio lança mão de projetos para flexibilizar a liberação de agrotóxicos
e impedir que sejam proibidas as substâncias vetadas na Europa, nos Estados
Unidos e em outros países. Mais de um bilhão de litros de venenos são jogados
anualmente nas lavouras, de acordo com dados oficiais, que fazem do Brasil o
maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009.
É este o
modelo de produção, consorciado com a propriedade privada da terra, que
denunciamos. A união do grande proprietário e das empresas transnacionais
produz e controla os insumos da agricultura, dos bancos e da imprensa. Esse é o
modelo do agronegócio, cuja produção agride o meio ambiente, concentra a
riqueza e se volta, apenas, à exportação. Esse modelo é viável somente para uma
minoria de capitalistas; a maioria da população brasileira fica à margem,
comprometendo gravemente a soberania alimentar e a realização da Reforma
Agrária em nosso país.
A
consequência deste processo é as mais de 90 mil famílias acampadas em todo o
país, muitas delas morando a mais de 10 anos nos acampamentos. Entendemos que é
de extrema necessidade o assentamento destas famílias para a democratização do
acesso à terra, a produção de alimentos saudáveis com base na produção
agroecológica, com acesso a educação, saúde e cultura. Ou seja, a promoção da
justiça social no campo brasileiro passa, necessariamente, pela Reforma
Agrária.
Cara
presidenta Dilma, a situação impõe a mobilização popular. Por isso, o MST e
demais organizações, estão presentes a mais de 80 dias no Acampamento Nacional
Hugo Chávez. É um espaço de luta permanente, cujo foco principal é a
reivindicação do assentamento imediato das 90 mil famílias acampadas em todo o
Brasil. Compreendemos que o assentamento das famílias é o primeiro passo para a
construção de uma vida digna para o trabalhador do campo e produção de
alimentos saudáveis para toda sociedade brasileira.
As políticas
de desenvolvimento dos assentamentos, ainda que fundamentais, não justificam o
descaso com as famílias acampadas. Mesmo para as famílias assentadas, é preciso
destacar que ainda não foi resolvido o problema do crédito e a universalização
de programas, como o PAA e PNAE, além do programa de instalação de
agroindústrias. Os assentados melhoraram de vida e estão produzindo, mas parte
deles enfrenta uma situação bastante difícil, com a falta de investimento
público para crédito rural e infraestrutura, como casa, saneamento básico,
escola e hospital, criando um eixo para o desenvolvimento do interior do país.
Cobramos que
Vossa Excelência cumpra com o compromisso de realizar a Reforma Agrária no
país. Estamos convictos de que um novo modelo de produção agrícola é necessário
em nosso país e que a Reforma Agrária é o principal instrumento para a solução
dos problemas que ainda persistem no campo brasileiro. No entanto,
compreendemos que é urgente uma ação efetiva do Governo Federal para reverter o
atual quadro de paralisia, que compromete a vida de milhares de trabalhadores
rurais no Brasil.
Seguimos em
luta,
Acampamento
Nacional Hugo Chávez
domingo, 2 de junho de 2013
MST faz ato por reforma agrária e protocola carta à presidenta Dilma
![]() |
| Sem-terra reivindicam agilidade no processo de reforma agrária e o assentamento das 90 mil famílias acampadas em todo o país |
28/05/2013
Representantes dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entregaram nesta terça-feira (28) carta ao secretário nacional de Articulação Social da Presidência da República, Paulo Maldos, reivindicando agilidade no processo de reforma agrária e o assentamento das 90 mil famílias acampadas em todo o país.
Segundo a assessoria da Secretaria-Geral da Presidência da República, representantes do MST pediram uma audiência com o ministro Gilberto Carvalho. A assessoria informou que o encontro deve acontecer na próxima semana.
Trecho da carta argumenta que, para os trabalhadores, o acesso à reforma agrária é primordial para o suprimento dos direitos básicos previstos na Constituição Federal. “Entendemos que é de extrema necessidade o assentamento destas famílias para a democratização do acesso à terra e a produção de alimentos saudáveis”, assinala a carta.
De acordo com o documento, a prioridade da reforma agrária é também permitir que a agricultura tenha base ecológica. E acrescenta: os trabalhadores rurais necessitam de apoio para ter acesso à educação, à saúde e à cultura.
Cerca de 300 pessoas, das 400 instaladas há quase 80 dias no Acampamento Nacional Hugo Chávez, marcharam – antes da entrega da carta - pela Esplanada dos Ministérios e fizeram ato em frente ao Congresso Nacional ao som de tambores e apitos.
Depois do Congresso, os manifestantes seguiram até o Palácio do Planalto.
Paralisação
O MST denuncia que o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) parou a política de criação de assentamentos, mesmo existindo 69.233 grandes propriedades improdutivas no país, que controlam 228 milhões de hectares de terra (IBGE/Censo de 2010), que deveriam ser destinadas à reforma agrária pela Constituição.
Segundo o movimento, o Brasil é o país de maior concentração da propriedade fundiária em todo o mundo. São 360 milhões de hectares, sob a forma de propriedade privada, sendo que apenas 60 milhões são utilizados pela agricultura.
“A paralisação da política de criação de assentamentos abriu margem para os latifundiários intensificarem a sua ofensiva política e ideológica contra a Reforma Agrária. Utilizam a sua força no Congresso Nacional para aprovar projetos para desmontar as leis que garantem liberdade para organização e luta social, o cumprimento da função social da propriedade e direitos para os camponeses, indígenas e quilombolas, na maioria das vezes, afrontando a própria Constituição Federal”, continua a carta.
Acampamento Nacional
Há mais de 80 dias, cerca de 400 militantes do MST estão acampados em Brasília (DF) no Acampamento Nacional Hugo Chávez. De acordo com o movimento, o ato de estar mobilizado permanentemente na capital federal cumpre a função de fortalecer a luta do movimento por reforma agrária e denunciar o avanço do agronegócio no país.
Atualmente existem no Brasil mais de 150 mil famílias acampadas. Destas, 90 mil são do MST. No governo Dilma apenas 31 novas áreas foram desapropriadas, totalizando somente 72 mil hectares. Enquanto isso, mais de 309 milhões de hectares de terras estão sob o domínio do agronegócio. (com Agência Brasil e Página do MST)
Foto: Wilson Dias/ABr
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Coordenador de ocupação do MST na Usina Cambahyba é assassinado no Rio
26 de janeiro de 2013
Da Pàgina do MST
O trabalhador rural e militante do MST Cícero Guedes foi assassinado por pistoleiros nesta sexta-feira (25/1), nas proximidades da Usina Cambahyba, no município de Campos dos Goytacazes (RJ).
Cícero foi baleado quando saía do assentamento de bicicleta. Nascido em Alagoas, ele foi cortador de cana e coordenava a ocupação do MST na usina, que é um complexo de sete fazendas que totaliza 3.500 hectares.
Esse latifúndio foi considerado improdutivo, segundo decisão do juiz federal Dario Ribeiro Machado Júnior, divulgada em junho.A área pertencia ao já falecido Heli Ribeiro Gomes, ex-vice governador biônico do Rio, e agora é controlada por seus herdeiros.
Cícero Guedes era assentado desde 2002 no Sítio Brava Gente, no norte do Rio de Janeiro, no assentamento Zumbi dos Palmares, mas continuou a luta pela Reforma Agrária. Era uma referência na construção do conhecimento agroecológico tanto entre os companheiros de Movimento como também entre estudantes e professores da Universidade do Norte Fluminense.
No lote, ele desenvolvia técnicas da agroecologia, com uma diversidade de plantas , respeitando a natureza e aproveitando de tudo que ela poderia dar. Começou com o plantio de sua cerca viva de sabiá, que viu sua propriedade melhorar visualmente e também obter uma boa fonte de renda.
Cícero também era conhecido pelas suas bananas, presentes em muitas partes do lote, consorciadas com leguminosas, milho e espécies frutíferas.Os filhos cresceram vendo a experiência se desenvolver e aprenderam com o pai que os alimentos produzidos na agroecologia têm qualidade superior aos do supermercado
O agricultor assentado Cícero Guedes dos Santos, desde o inicio da ocupação do seu lote em 2002, já possuía o desejo de ter em sua área diversidade de plantas , respeitando a natureza e aproveitando de tudo que ela poderia dar. A natureza , inclusive, foi a fonte de inspiração para esse tipo de consciência e o entendimento da mesma fez com que esse sentimento de preservação e convívio fosse dia-a-dia aumentando.
Violência do latifúndio
O complexo de fazendas tem sido palco de todo tipo de violência: exploração de trabalho infantil, exploração de mão de obra escrava, falta de pagamento de indenizações trabalhistas, além de crimes ambientais.
Em dezembro, o Incra fez o compromisso de criar um assentamento na área da usina, mas até agora não avancou no sentido de assentar as famílias.
A morte da companheiro Cícero é resultado da violência do latifúndio, da impunidade das mortes dos Sem Terra e da lentidão do Incra para assentar as famílias e fazer a Reforma Agrária. O MST exige que os culpados sejam julgados, condenados e presos.
As fazendas da Usina Cambahyba acumulam dívidas de milhões com a União e seu processo de desapropriação está paralisado há 14 anos — desde que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) considerou aquelas terras improdutivas e passíveis de desapropriação para fins de reforma agrária.
Porém, a dívida da usina não se limita ao aspecto financeiro. No último mês de maio, os brasileiros ficaram estarrecidos com a revelação de que os fornos de Cambahyba foram usados para incinerar corpos de 10 militantes políticos durante a ditadura civil-militar brasileira. A confissão do ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), Cláudio Guerra, consta no livro “Memórias da uma guerra suja” e foi divulgada por toda a imprensa.
Até hoje, porém, a Justiça Federal impede a desapropriação da área e já determinou despejos violentos de famílias que reivindicam a terra. Essa é a segunda vez que o MST realiza uma ocupação na área da usina.
A primeira foi em 2000, e seis anos depois, as Polícias Federal e Militar, por decisão da Justiça Federal de Campos, despejaram as 100 famílias que haviam criado o acampamento Oziel Alves II.
Ministra divulga nota lamentando morte de líder do MST em Campos
Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, diz que disputa fundiária na região é resultado da morosidade da justiça
BRASÍLIA - A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, divulgou nota na noite deste sábado, na qual lamenta a morte do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Campos, no interior do Rio, Cícero Guedes dos Santos. Ele foi assassinado com vários tiros na cabeça e nas costas.
Rosário conversou por telefone com a viúva de Cícero, Maria Luciene, solidarizou-se com ela em nome do governo, e externou seus sentimentos pela morte de seu marido.
Cícero vivia no assentamento Zumbi dos Palmares, desde 2002, e deixou cinco filhos. Na nota, a ministra critica a morosidade da Justiça, que, segundo ela, agravou a situação fundiária na região de Campos dos Goytacazes.
"A situação de disputa fundiária na região entre Campos dos Goytacazes e São João da Barra tem sido agravada pela morosidade na tramitação de processos judiciais que envolvem imóveis considerados improdutivos e, portanto, passíveis de desapropriação para a reforma agrária. O caso específico da ocupação liderada por Cícero é bastante ilustrativo: o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) havia determinado, há 14 anos, a desapropriação das fazendas que compõem a Usina Cambahyba. Mas só em agosto de 2012 a Justiça autorizou que a autarquia federal desse prosseguimento à desapropriação dos imóveis", afirmou a ministra, na nota.
Maria do Rosário indicou Wadih Damous, da OAB do Rio, a acompanhar, em nome do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, ligado à SDH, as investigações in loco.
Cicero Guedes dos Santos, de 54 anos, foi assassinado a tiros na madrugada deste sábado, na Estrada da Flora, via perpendicular à BR-356, que liga Campos dos Goytacazes a São João da Barra.
A Polícia Civil do município realizou a perícia no local na manhã de sábado, mas ainda não informou quantos balas atingiram o líder. O laudo preliminar da Polícia Militar citava de 10 a 12 balas, a maioria na cabeça. O corpo permanece no IML de Campos e o caso foi registrado na 134ª DP.
Cícero foi assassinado quando retornava para casa, após uma reunião na noite de sexta na usina Cambahyba, recentemente ocupada pelo movimento.
A coordenadora do MST no Rio de Janeiro, Marina Santos, suspeita de execução e informa que neste domingo, ao meio-dia, antes do enterro no Cemitério Campo da Paz, haverá um ato de protesto.
— É óbvio que foi mais um crime de latifúndio na região de Campos, onde sempre aconteceu esse tipo de atrocidade e ninguém nunca é punido. Desta vez, as autoridades têm que investigar — afirma ela.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) publicou mensagem em sua página do Facebook:
"Cícero era uma das mais importantes lideranças do MST. (...) Já falei com a chefe da Polícia Civil, Dr. Marta Rocha, que imediatamente acionou o delegado da região. O delegado, Dr. Geraldo, já me ligou e garantiu a investigação. Vamos acompanhar. A equipe da Comissão de Direitos Humanos da Alerj já está na estrada".
Freixo lembra ainda que, em 2009, Campos foi a cidade com maior número de casos de escravidão encontrados no Brasil.
Em comunicado, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro afirma que está, desde o primeiro momento, empenhada na investigação da morte do líder MST. O órgão afirma ainda que medidas cautelares estão sendo adotadas para esclarecer a autoria e a motivação do crime.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Falta merenda em diversas escolas de Itaboraí atinge mais de 30 mil alunos
Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio vai denunciar o caso ao Ministério Público. Problema teria iniciado após contrato com terceirizada ser cancelado
Uma escola municipal de Itaboraí, que não apresenta em sua fachada o nome da unidade, esconde um grave problema existente em cerca de 80 escolas do município e que atinge aproximadamente 32 mil alunos: a falta de merenda escolar. A situação mobilizou o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) que entrega, nesta quarta-feira, uma representação ao Ministério Público denunciando o caso da escola Maria Ana da Glória, no bairro de Rio da Várzea.
O diretor de imprensa do Sepe, Marco Lamarão, afirmou que o problema atinge a todas as escolas do município.
“A situação é geral. O que acontece em alguns casos é que em algumas unidades, a própria direção tomou medidas para contornar a situação”, disse Lamarão.
O problema teria começado em outubro, após a Prefeitura cancelar o contrato com a empresa que era responsável por terceirizar a mão de obra das merendeiras no município.
Além da situação em que as crianças são expostas, a situação está afetando diretamente o Programa Educação +, existente, hoje, em cerca de dez escolas. São programas de contraturno, onde as crianças ficam em tempo integral na escola para realizar atividades extras, como oficinas de reforço, aulas de dança e capoeira, por exemplo. Por conta do problema, as crianças estão sendo dispensadas mais cedo.
Ontem, na saída da escola Maria Ana da Glória, a dona de casa Adriana da Silva, de 36 anos, aguardava pelo seu filho com alguns biscoitos nas mãos.
“Ele estuda aqui há 2 anos. As condições nunca foram das melhores, mas merenda nunca faltava. De outubro para cá, teve início essa situação absurda. Como pode uma criança ficar todo esse tempo estudando sem alimentação?”, disse ela, que comentou ainda não ter sido notificada sobre a situação.
A Prefeitura de Itaboraí, através da Secretaria de Educação e Cultura, declarou que a ausência de merendeiras é devido a um problema pontual de adequação de contrato em algumas unidades escolares da rede municipal de ensino, mas que o caso já está sendo solucionado.
Por: Ciro Cavalcante
Fonte: O Fluminense
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Mobilização impediu mudança na lei ambiental
Foi a mobilização popular que impediu o governador Sérgio Cabral de mudar a legislação ambiental do estado para favorecer o licenciamento de grandes empreendimentos poluidores. A proposta estava em discussão na Assembleia Legislativa (Alerj) e seria votada na terça-feira (11/12), mas a mobilização popular através das redes sociais e da bancada de oposição no plenário da Alerj forçou o governador a retirar o projeto de pauta. A deputada Janira Rocha (PSOL) comemorou o fato. Para ela porém, todos que se mobilizaram contra o projeto têm que continuar atentos, porque o governo ameaça enviar outra proposta semelhante para a Alerj ainda este ano, para votação em regime de urgência. Janira critica a forma de votação, que impede uma discussão aprofundada pelos deputados e pela sociedade. Para ela, alterar a legislação ambiental da forma com o governo quer é um crime contra o Rio.Janira afirma que o projeto que havia sido enviado pelo governador à Alerj era uma proposta indecente. “Indecente é pouco para nominá-lo. Era um projeto assassino que simplesmente acabava de vez com toda e qualquer possibilidade de garantir que as pessoas possam saber quais impactos as empresas poluidoras trarão par o meio ambiente. Tinha coisas criminosas, como a retirada da participação popular; como a retirada da possibilidade da publicidade das audiências públicas”, disse Janira.
Pelo projeto enviado pelo governador alterava as normas de elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) de empreendimentos poluidores. Além de acabar com a exigência de realização de audiências públicas para discussão dos empreendimentos, a proposta do governador, em alguns casos, ainda acabava com a obrigatoriedade de apresentação de EIA/Rima. Por exemplo, ferrovias, portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos, aeroportos, oleodutos, gasodutos e minerodutos, emissários submarinos e complexos petroquímicos poderiam ficar dispensados de apresentar estudo prévio de impacto ambiental.
Para Janira Rocha, tal proposta era uma aberração. A deputada lembra o caso da TKCSA, siderúrgica construída na Zona Oeste do Rio. Apesar de ter sido obrigado a apresentar estudo de impacto ambiental, o empreendimento causou vários danos ambientais, prejudicando o meio ambiente e a população. “Se olharmos para a TKCSA, veremos crianças sangrando pelo nariz, pelo ânus; veremos crianças com doença de pele; veremos adultos que estão saindo de suas casas, que levaram anos para comprar, porque simplesmente se licenciou uma metalúrgica, que polui diariamente o ar, formando chuva prata sobre as pessoas”, disse janira.
Fonte: http://www.janirarocha.com.br/?p=4172
Pelo projeto enviado pelo governador alterava as normas de elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) de empreendimentos poluidores. Além de acabar com a exigência de realização de audiências públicas para discussão dos empreendimentos, a proposta do governador, em alguns casos, ainda acabava com a obrigatoriedade de apresentação de EIA/Rima. Por exemplo, ferrovias, portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos, aeroportos, oleodutos, gasodutos e minerodutos, emissários submarinos e complexos petroquímicos poderiam ficar dispensados de apresentar estudo prévio de impacto ambiental.
Para Janira Rocha, tal proposta era uma aberração. A deputada lembra o caso da TKCSA, siderúrgica construída na Zona Oeste do Rio. Apesar de ter sido obrigado a apresentar estudo de impacto ambiental, o empreendimento causou vários danos ambientais, prejudicando o meio ambiente e a população. “Se olharmos para a TKCSA, veremos crianças sangrando pelo nariz, pelo ânus; veremos crianças com doença de pele; veremos adultos que estão saindo de suas casas, que levaram anos para comprar, porque simplesmente se licenciou uma metalúrgica, que polui diariamente o ar, formando chuva prata sobre as pessoas”, disse janira.
Fonte: http://www.janirarocha.com.br/?p=4172
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Ramon Vieira
Bom dia a todos,
Quero mais uma vez agradecer a todas as pessoas que confiam e que estão nos ajudando nesta dura jornada.
A nossa campanha não para de crescer, isso é fruto de muito trabalho, transparecia e dos esforços de muitas pessoas que acreditam que podemos SIM, construir u
ma política decente, transparente e participativa, estamos cansados da velha política, onde o dinheiro e a corrupção é o caminho único para manter e se chegar ao poder. Combatemos arduamente esta forma de fazer política, pois é nela que se encontrar a causa primaria da maioria das mazelas que vivemos atualmente.
A coisa esta tão enraizada que muitas pessoas ainda acham que ser honesto é ser tolo. Se for necessário pagar um alto preço para se viver honestamente, pagaremos então este preço, preferimos assim passar pelo vale das sombras, mais com a nossa alma e nossa cabeça erguida.
Convidamos a todos que se unam neste movimento, onde o objetivo maior é termos uma cidade melhor e descente. O que muitos ainda não entenderam é que para mudar a nossa realidade caótica de hoje é preciso lutar, cada um precisa lutar, pois a realidade demonstra que as pessoas que estão ai, governando a nossa cidade por quase três décadas, não trarão aquilo que nós e nossas famílias entendemos como qualidade de vida, pois a única qualidade que estas pessoas entendem é a qualidade do dinheiro rápido e fácil.
Fica aqui este convite e esta reflexão sincera. Forte abraço a todos, fiquem com Deus!!!
Ramon Vieira
A coisa esta tão enraizada que muitas pessoas ainda acham que ser honesto é ser tolo. Se for necessário pagar um alto preço para se viver honestamente, pagaremos então este preço, preferimos assim passar pelo vale das sombras, mais com a nossa alma e nossa cabeça erguida.
Convidamos a todos que se unam neste movimento, onde o objetivo maior é termos uma cidade melhor e descente. O que muitos ainda não entenderam é que para mudar a nossa realidade caótica de hoje é preciso lutar, cada um precisa lutar, pois a realidade demonstra que as pessoas que estão ai, governando a nossa cidade por quase três décadas, não trarão aquilo que nós e nossas famílias entendemos como qualidade de vida, pois a única qualidade que estas pessoas entendem é a qualidade do dinheiro rápido e fácil.
Fica aqui este convite e esta reflexão sincera. Forte abraço a todos, fiquem com Deus!!!
Ramon Vieira
Assinar:
Postagens (Atom)


